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Gilberto Vaz de Melo
O desamor corta veias
Com requintes de ódio,
Sabedoria e traição.
É navalha na carne
Que visita corpos inocentes
E se abriga em pobres corações !
Não se desgasta
Conserva-se no frio piso de sua única razão.
Deixa chagas, cicatrizes e decepções
Onde o mais puro sentido de amor e perdão
É ferida já sem sangria.
Quando urge é navalha de fino corte
Mutila órgãos de forma perversa e insana,
Redefinindo o amor em outro corpo
Que melhor lhe caiba.
Gilberto Vaz de Melo
Todos os direitos reservados ao autor
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