Assim me sinto quando
Fixo meu olhar ao teu...

Olho-te e tamanha é minha ternura por ti
Que meus nervos se contraem.

... meus sentidos se perdem
E minha voz se cala
Sem nada dizer-te!

Carrego meu corpo ferido,
Em meus próprios braços...
E deito-o em um canto qualquer.
Pela manhã, embriagado pelos meus sonhos
Desperto-me,
E meus lábios covardemente só conseguem soletrar:
Covarde...covarde...covarde!
 

 

Gilberto Vaz de Melo

Todos os direitos reservados ao autor

 

 

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