Gilberto Vaz de Melo


O depois... É o sempre tarde para se olhar para trás.
É o arrepender-se:- Mas ter que ficar sozinho.

É uma rua sem saída:
O abraço esquecido... O beijo sem saliva...
De um amor mal vivido,
Em uma cama ocupada por dois corpos ausentes.

É uma reza sem fé,
Cercado de fé
Por todos os lados!

O depois: é o imbecil desconhecimento
Que o hoje será o depois que nunca mais viveremos.

E depois?


Gilberto Vaz de Melo
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