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Gilberto Vaz de Melo
Venha enquanto a saudade ainda nos causa dor.
Venha, pois o perdão só é eterno existindo amor.
Venha, mesmo sem jeito, pois de outro jeito não há lugar.
Venha, mesmo sem graça,
Não me faça por muito esperar.
Venha "que o tal dia" na poesia posso esquecer...
Traga um só abraço, eu nada faço para maldizer.
Venha, mesmo com medo,
Ainda é cedo,lhe ensino a sorrir...
Venha que o meu canto não traz espanto,
Não faz ferir!
Venho e trago na espera
A vontade fera de me perdoar.
Venho, mas venho com jeito e do meu defeito quero lhe falar.
Venha, traga a lembrança, te venho criança para brincar...
Trago a fantasia
Que morreu no dia
Em que eu pretendia usar.
Venha, mesmo sem grado,
Sem charme, sem prazer...
Venha matar comigo, esse seu castigo...meu!
Gilberto Vaz de Melo
Todos os direitos reservados ao autor
Do livro Versos Intemporais
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