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Gilberto Vaz de Melo
Se não houver
amanhã?
Talvez tenhamos(com) vividos
Um amor pela metade
Sonhos sem (com)seqüências
Mera paixão de puberdade.
Se não houver amanhã ?
Deixaremos para trás
A esperada briga caseira
A saudade saideira,
Nossos gozos secretos
Desta paixão proibida.
Quem sabe,
Um filho, ao certo,
Deixará de nascer ?
Se não houver amanhã...
Teremos vividos
Em um casulo perpétuo ,
Como duas larvas,
Dois pequenos insetos
Que jamais se aventuraram a voar !!!
Gilberto Vaz de Melo
Todos os direitos reservados ao autor
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