Gilberto Vaz de Melo
Juiz de Fora - MG
 
 
Bebeu do meu vinho
Para entorpecer tua censura.
Reanimou meu corpo
Para matar teus desejos
Absorveu com meus lábios
As tuas lágrimas do olhar
E estampou o meu sorriso
Na máscara da tua tristeza.


Usou minhas palavras
Para escrever teu poema
E guardou meu retrato
Como troféu da tua aventura.


Por fim, saciada dos teus caprichos,
Escarrou na cama
Teu último gozo possível.


Beijou-me a face
Como seu eu fosse Jesus...
Fantasiou-se diante ao espelho...
E para sempre foi embora !
 
 
 
Todos os direitos reservados ao autor
 
 
Do livro Versos Intemporais de Gilberto Vaz de Melo
 
 
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