Gilberto Vaz de Melo



Venha que meu colo te espera
Neste meu corpo que já te pertence
E te acolhe por noites aflitas
Sonhando acordado por sua chegada.



Venha com teus seios de menina
Que de tanto amor não mais se inclinam,
Ajustam-se com tuas mãos ferinas
No molde materno para me alimentar.



Venha sem medo...ou desesperança,
Serei teu abrigo e também criança
Para brincarmos, e, numa eterna dança,
Embalar-te em meus braços
Ao som de mim vozes de anjos!
 

 


Gilberto Vaz de Melo


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