Gilberto Vaz de Melo


Venha que meu colo te espera
Neste meu corpo que já te pertence
E te acolhe por noites aflitas
Sonhando acordada por sua chegada.
 


Venha que meus seios de menina
De tanto amor não mais se inclinam,
Ajustam-se com minhas mãos ferinas
No molde materno para te alimentar.
 


Venha sem medo... ou desesperança,
Serei teu abrigo e também criança
Para brincarmos, e, numa eterna dança,
Embalar-te em meus braços
Ao som de mim vozes de anjos !!!
 

 


Gilberto Vaz de Melo


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